segunda-feira, 4 de junho de 2012

Estou muito feliz. Ví que mesmo com toda a dor que sinto em cada foto que vejo, em cada lembrança que tenho da minha Rachel e toda tortura de estudar e ler o que aconteceu a ela, pode e VAI rever em mudanças e proteção a nossas crianças. Obrigada Cassia Bernardelli, vamos até o fim!!!
 
 
 

domingo, 3 de junho de 2012

CRIANÇA - A ALMA DO NEGOCIO

BASTAM APENAS 30 SEGUNDOS PARA UMA MARCA INFLUENCIAR UMA CRIANÇA






"Como mãe, eu acho a publicidade sendo direta pra eles covardia, pode-se assim dizer" -
depoimento de uma mãe

"A maior dificuldade que os pais podem ter, é que um pai e uma mãe conversam com a criança em um sábado, num domingo, ou a noite em casa, de vez em quando. A publicidade tá conversando com essa criança, tá falando com essa criança o tempo todo". -
Inês Silva Sampaio - Coord de pesquisa e mestra em sociologia.

                            Contribuição da Jornalista Karina Ernsen   

Os riscos da publicidade infantil sem regulação


Bonecas que cantam e dançam sozinhas e vivem em um mundo colorido, cheio de efeitos especiais; jogos que são capazes de reunir amiguinhos e pais para uma partida cheia de sorrisos e diversão; tênis ou sandálias da moda que garantem a quem os usa sucesso instantâneo, atraindo olhares e interesse por onde passam.

 
Para os adultos é fácil perceber que esses exemplos de peças publicitárias servem para convencer o público a comprar os produtos apresentados. Para as crianças, no entanto, o cenário e os resultados produzidos são facilmente confundidos com a realidade, garante a especialista em comunicação Luciene Ricciotti.

Segundo ela, que também é membro da Rede de Trabalho do Instituto Alana, organização sem fins lucrativos voltada para a defesa de crianças e adolescentes, o público infantil não conta com desenvolvimento psicológico suficiente para fazer essa diferenciação e identificar os apelos do marketing.

“Quando a criança vê a propaganda, ela vê o cenário, o conjunto e diz que quer. Mas muitas vezes ela não quer o brinquedo, ela quer a mãe brincando com ela no tapete como aparece na televisão. Aí a gente compra, e o brinquedo acaba no fundo do armário”, disse a especialista, que é autora do livro A Criança e o Marketing, escrito em parceria com a psicóloga Ana Maria Dias da Silva.

A especialista defende que pais e professores discutam os objetivos da propaganda com filhos e alunos e os orientem a perceber que nem sempre precisamos dos objetos e serviços que nos são apresentados. O esforço, acredita, ajuda essas crianças a serem, no futuro, consumidores conscientes. Luciene Ricciotti acrescenta que a tarefa dos pais é ainda mais difícil porque a criança, em geral, não percebe o fim do desenho e o início da propaganda. “Para ela, os dois têm a mesma credibilidade”, explica.

“A ideia é orientar as crianças, contar o que é o marketing e dizer que a função dele é atender necessidades de consumidores. É importante preparar a criança para o mundo em que a gente vive. Mais cedo ou mais tarde ela vai ter acesso às marcas, ao assédio das empresas e precisamos orientá-las a não consumirem tanto por impulso. Comprar não é errado, o errado é comprar, comprar, comprar e guardar, guardar, guardar, o que caracteriza o consumismo”, alertou.
 

sábado, 2 de junho de 2012

Notícia Paraná no Ar - com Joice Hasselmann

Da Redação
A menina foi encontrada morta há mais de três anos, dentro de uma mala, na Rodoferroviária de Curitiba. Até hoje o caso não foi solucionado


           A advogada Cássia Bernardelli, da família de Raquel Genofre, anunciou hoje que vai entrar com uma ação civil contra o Estado. Os parentes pedem a criação de um banco de espermas e uma lei mais severa para crimes semelhantes ao que aconteceu com a menina, em novembro de 2008.
Bernardelli explicou que erros graves ocorreram durante a investigação do caso. “Desde o momento da abertura da mala na rodoferroviária de Curitiba, onde Raquel estava. Lá ela estava envolta em sacos plásticos azuis. Quando chegou ao IML, por exemplo, estava em sacos pretos”. Para ela, existiram falhas graves que poderiam ter auxiliado na elucidação do crime.
          A advogada ressalta que  mesmo após três anos e sete meses do crime, o caso ainda é tratado como inquérito, pela justiça, ou seja,  nenhum processo foi efetivamente aberto.

Famíllia quer que o governo crie um banco de esperma

          A ação civil por danos morais que a família vai impetrar contra o Estado não pede dinheiro. O objetivo é que seja criado um banco de espermas no Paraná. Para a familila, se já existisse este banco as investigações poderiam ser facilitadas. Em outros Estados, já existe bancos como esse.
A família de Raquel pede que uma lei seja criada punindo com maior rigor os autores de crimes semelhantes. Os moldes seriam semelhantes aos da Lei Maria da Penha, onde uma mulher que foi vítima de violência doméstica, acabou tendo seu nome como de batismo da lei.

Escritoterça-feira, 29 de maio de 2012 @ 10:30 AM
Fonte:http://www.blogdajoice.com

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Família de Rachel entrará com ação civil contra o Estado

"(...) O processo de Danos Morais que ora impetramos, não visa qualquer tipo de recompensa pecuniária a Requerente, tanto que desta ação os pedidos são com intuito de trazer benesses à sociedade e avanços na legislação e proteção a criança e adolescente."
                                                                                                    Cap. IV do processo - Dos Pedidos

     É com esse objetivo claro, que a família da menina Rachel Genofre, de apenas 09 anos, vítima de violência sexual, assassinada no dia 03 de novembro de 2008, após sair do colégio, no centro de Curitiba, e seu corpo foi encontrado em uma mala, na rodoferroviária da cidade move um processo contra o Estado do Paraná.
      A questão central, levantada pela ação cível, é a necessidade de reparação do Estado sobre os erros e a negligência cometidos no início da investigação, na "cena do crime". Para a família, o assassinato da menina, é mais um crime que envolve o machismo e opressão social, mesmo após sua morte, o corpo da Rachel foi negligenciado e sua trágica história enfrentou mais uma página da violência e do abandono também por parte do Estado.
        Em pesquisa constante, verificações e leitura do próprio inquérito, realizados pela advogada Cassia Bernardelli e pela tia da menina, Carol Lobo, apontam erros primários de negligencia, total descaso, incapacidade técnica e profissional por parte da polícia técnica – IML e Instituto de Criminalística – Polícia Militar e Civil.
          Com o prazo de 15 dias para o resultado do DNA ficar pronto, somado ao descaso da perícia fazem com que o caso se arraste há quase 4 anos sem solução. A família exige todo empenho da Secretaria de Segurança Pública Estadual e dos órgãos competentes na resolução do caso. Mais recursos, tecnologia, pessoal treinado, maior qualidade na investigação, pois empenho da polícia existe e tem dado alguns resultados positivos.
          Segundo a advogada da família, Dra. Cassia Bernardelli, a luta por uma lei, de nome "Rachel Maria Lobo Oliveira Genofre", que puna o Estado em caso de negligência e falta de proteção a criança e ao adolescente é um dos principais pleitos do processo.
           A família está programando a entrada do processo na Vara da Fazenda de Curitiba ainda para a primeira quinzena de junho.